DIVINO ESPÍRITO SANTO DE DEUS!

Divino Espírito Santo de Deus, que derrama sobre todas as pessoas as graças de que merecemos, hoje e sempre nos acompanha nas trajetórias de nossas vida. Amém.

terça-feira, 12 de junho de 2012

CASTELO DOS MEUS SONHOS

MONÓLOGO (Este texto foi inspirado nas lembranças da velha casa do sitio Monte Castelo)

CASTELO dos meusSONHOS
Gracinda Calado

Estou aqui para te ver, falar contigo,

Sentir o teu cheiro forte de passado.

Desarrumar teus baús e no fundo encontrar meus tesouros!

Não sei porque estou aqui a ti falar em tom severo,

Se depois de tantos anos de separação eu te desprezei!

A minha alma até hoje sente tua falta;

Teus segredos, teus carinhos nunca me esqueci.

Aqui no castelo os dias já foram de alegria.

Talvez de tristezas também.

Tuas paredes não mudaram, continuam fortes e seguras

Nem o vento derrubou!

Do outro lado da rua ficava a casa do meu bem.

Todas as tardes ele ficava na janela a me esperar,

Às vezes ele mandava bilhetinhos pela moça da varanda ao lado.

Morria de vontade de ir até lá, falar-lhe qualquer coisa!

Tu és testemunha de que fui fiel ao seu apelo,

De repente eu estava apaixonada e ele também.

Lembro-me do meu primeiro poema, foi para ele que eu escrevi,

E ele ficou todo prosa! Aí veio a resposta, não gostei. Sabes por quê?

Ele estava apaixonado! Não acreditei.

Na minha vida tudo mudou, estou só, sem amor, sem ninguém!

Não se esqueça de guardar os meus segredos no castelo de meu bem!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

FRAGMENTOS INTERIORES

FRAGMENTOS INTERIORES ( LEMBRANÇAS DO PASSADO DISTANTE EM BATURITÉ, MINHA TERRA NATAL)


GRACINDA CALADO
Abri a porta. Nenhuma luz dentro da sala. Os móveis continuam nos lugares de sempre.O cheiro de mofo é embriagador.
Quantos anos são passados? Quantas noites e quantos dias sem a luz que iluminava tudo nos seus lugares?
Olho no quarto, a velha cama não se encontra mais. Na parede os quadros de Jesus e Maria, estão desbotados e perderam a cor. Estão pálidos, como as saudades que sinto agora e a tristeza que me angustia.
O baú que guardava os falsos tesouros, sem vida, violados pelo tempo que levou os segredos, que outrora significava importância e mistério.
O espelho na parede, corroído pela erosão do tempo, reflete mil imagens destorcidas, fantasmagóricas, imperfeitas, não segurou o tempo com sua força estranha de ver o tempo passar em cada rosto e em cada ruga.
Onde está a rede que embalava meus sonhos de criança? Ainda ouço o ruído do armador que eu pincelava com óleo para não fazer barulho.
Que saudades dos dias felizes que aqui vivi. A mesa grande, coberta de lindas toalhas bordadas de labirintos, alva como algodão. Os talheres brilhavam a luz do dia como prata de quilate especial. Os copos de vidro pareciam finos cristais...
Ainda vejo no canto ao lado do fogão, minha querida Maria fazendo doces e comidinhas gostosas para nós, e minha mãe preparando o pé de moleque mais gostoso da cidade!
Ainda ouço a voz de meus pais na hora das refeições, nos convidando para o almoço ou jantar. Na sobremesa, meu pai descascava frutas para todos nós, e no seu rosto a luz da felicidade brilhava em seu olhar, e no seu sorriso o prazer de ter todos os filhos ao seu redor!










segunda-feira, 4 de junho de 2012

MILAGRES DE DEUS

MISTÉRIOS E MILAGRES DE DEUS


Gracinda Calado

Nossas vidas são cheias de mistérios.

Além de tudo milagres que surgem a cada hora em nosso dia a dia.

O milagre das flores, que desabrocham a cada manhã com seus perfumes, embriagando o ar e embelezando a natureza com suas cores.

O milagre dos astros que povoam o espaço sideral, cada qual no seu lugar!

O milagre dos mares que noites e dias sem parar movimentam as águas numa jornada esplendorosa de cores de esmeraldas, fazem nascer a vida dos peixes e de todos os crustáceos.

O milagre do vento que sopra onde quer, domina todos os lugares, levando o frescor das manhãs e das noites que embalam nossos sonhos e fantasias!

O milagre da chuva que cai e molha aterra, faz renascer as plantas e dá vida aos homens e aos animais. Mata a sede e renova os seres vivos que esperam pelo milagre da criação divina!

O milagre dos grãos que explodem do fundo da terra levando aos homens o alimento necessário a vida.

O milagre do sol que arde e aquece a terra para fazer florescer as árvores e as plantações, amenizar o frio e renovar a vida sobre a terra!

O milagre dos pássaros que gorjeiam nas matas onde tiram o seu sustento.

O milagre da vida, que nasce no útero materno, e depois de nove meses, enfrenta o mundo com seus mistérios e suas aflições!

O milagre da morte, que faz renascer para a vida eterna a alma abençoada pela força divina do seu criador!



terça-feira, 29 de maio de 2012

FLORADAS NA SERRA


FLORADAS NA SERRA
(Gracinda Calado)

Quando chega o verão, na serra tudo fica diferente.Nossa alma vai em busca das flores pelo perfume que exalam e embriagam. Sonhamos com primaveras perdidas nas montanhas e a sensação de frio nos leva a pensar em solidão.
Quando amanhece na serra, a serração cobre tudo de cinza depois se esvai cobrindo o cafezal vermelho. Nosso corpo treme ao toque da água cristalina do riacho, que teima em correr devagar, preguiçosamente em busca do rio. O frio é intenso e depois de alguns goles de café, saímos a passear estrada afora vendo a paisagem que se muda a cada hora.
Lá do alto da serra a água cai, acompanhando as grotas íngremes que se estendem nas encostas dos montes seguindo o curso dos abismos que se formam nas estações invernosas.
Avistamos de longe, no seu cume, um tapete de cores formado pelos ipês floridos, multicores, que todas as manhãs encobrem o chão de flores, enquanto na copa das árvores pássaros cantadores cantam demonstrando seus gorjeios favoritos.
A serra cobre-se toda de azuis e amarelos, vermelhos e brancos.
Anoitece e ao longe desconfiada surge à lua ciumenta, naquela noite fria. Nos ninhos alguns casais de “pintados” sacodem as penas para aquecer seus filhotes..
Vem chegando o sol, e com ele a esperança de esquentar a alma que se prepara para o encontro do amor.
Casais de enamorados passeiam naquela tarde fria, um no aconchego do outro, descobrem lindos versos e lindas canções de amor para elevar ainda mais a alma apaixonada!
O amor floresce, como floresce a natureza do lugar. Surgem as floradas e como elas algumas historias de amor!



sábado, 26 de maio de 2012

UMA VIAGEM AO PASSADO

UMA VIAGEM AO PASSADO


Gracinda Calado

Saindo de Fortaleza, rumo ao interior do Estado do Ceará, principalmente sertão sul, nos deparávamos com surpresas incalculáveis nas terras áridas do Nordeste.

No caminho passava boi, passava boiada, árvores e plantações de algodão e roçados floridos em pleno mês de Junho/julho, planícies, e plantações de cana de açúcar, que se emolduravam em plena cidade de Redenção.

Na frente, curvas e ladeiras desbravadas no coração da serra de Itapaì, deixavam um friozinho no peito, e logo o medo ia embora quando o pensamento viajava nas ondas da música da máquina a vapor: “café com pão, café com pão”, e o coração batia forte rumo aos sonhos e as fantasias da juventude, e para atrás as saudades e lembranças das boas férias.

Nas curvas do caminho o vento batia em nosso rosto juvenil, sentíamos o gosto e o perfume das frutas da estação quase chuvosa, e a beleza natural das flores que se descortinava aos nossos olhos!

Lá ia o trem, subindo e descendo a ladeira! A querida maria-fumça, contornava as curvas perigosas nas encostas da serra.O cheiro de mato e de eucaliptos deixava um perfume no ar, e o prazer da viagem aumentava e logo chegaria ao destino desejado, a cidade de Baturité.

Quando o trem parava na estação a variedade de guloseimas e frutas eram vendidas em tabuleiros,e as uvas preta em cestinhas, muito procuradas pelos passageiros do trem. A máquina demorava um pouco a fim de se abastecer de água e carvão que logo foi substituído por óleo diesel.

Da estação avistava-se a cordilheira de montanhas que formavam o maciço com seu verde dégradé e seu clima ameno, era um convite a todos que chegavam na cidade para conhecer as belezas da terra.

Os passageiros desciam do trem e logo ficavam curiosos com as ladeiras de nossa cidade, o verde em suas praças, e os encantadores benjamins, como também seus floridos jardins.

Aos que partiam, uma saudade gravada em seus corações.

Aos que ficavam, a alegria de voltar ao torrão natal!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

VEREDAS DA SERRA

VEREDAS DA SERRA

(Gracinda Calado)
Quem vai a Baturité subindo a serra, depara-se com uma vista maravilhosa!

O desfiladeiro das montanhas se estende formando uma cadeia de verde de todas as tonalidades.

O caracol das estradas oportuniza a gente deslumbrar os caminhos que passamos além das belezas tropicais entre os frutos e as flores que enfeitam as estradas.

Quanto mais subimos a serra mais vistas espetaculares se descortinam em nossa frente.

Aqui e acolá quedas de águas transparentes saltam aos nossos olhos como véus de noivas. Continuando a subir a serra, encontramos vendedores de frutas nas estradas vendendo seus produtos: siriguelas, sapotis, cajaranas, cajás, mangas, laranjas, tangerinas, bananas, jacas, enfim uma variedade enorme de frutas.

Várias mansões aparecem como também clubes e hotéis de veraneios. O ponto alto é Remanso hotel de serra, a pousada das flores e outras.

Algumas pousadas se instalam no meio da serra, em lugares de difícil acesso, em contato permanente com a natureza, lá se pratica ‘trilhas’ e a mata é muito fechada.

Encontramos sítios e canaviais que fabricam aguardente e outras bebidas.

Na região dos canaviais encontramos engenhos onde se fabrica rapadura, alfenim e melaço. Dizem que agora já exportam esses produtos para vários países, com sabores e essências de frutas.

Às margens das estradas, dezenas de restaurantes oferecem os mais saborosos pratos da região, frutas e verduras fresquinhas ao mais exigente paladar dos fregueses, enquanto saboreiam os mais deliciosos vinhos e aproveitam o ar puro e o clima de 17 graus.











quarta-feira, 16 de maio de 2012

LOUVADA SEJA A TERRA QUE NOS GEROU

LOUVADA SEJA A TERRA QUE NOS GEROU!


Gracinda Calado

Louvada seja a terra que nos gerou!


Deu-nos seu sangue que corre nas veias dos rios.


Multiplicou a carne com os frutos variados,


Alimentou o corpo que nutre suas entranhas,


Sustenta a força do vento e dos vendavais.




Louvada a terra que nos dá o pão de cada dia,


Multiplicado na mesa do Senhor!


Dá-nos a seiva viva das árvores verdejantes,


A água pura cristalina das fontes,


O mar com suas riquezas infinitas.




Louvada terra dos rios caudalosos,


Do solo rico e fértil das florestas,


Do céu azul com astros, e cometas,


Estrelas e planetas cintilantes harmoniosos.




Dos peixes que cortam os rios e os mares,


Das flores que enfeitam os jardins floridos.


Das aves que gorjeiam nas palmeiras.


Da aragem fresca das primaveras.




Louvada terra que é amiga da lua e do luar,


Respeita o sol e faz festa aos passarinhos!


Dos arco-íris coloridos, multicores.


Das borboletas que exibem suas cores!